Crimes Informáticos

Para Informações sobre a Lei portuguesa em relação à criminalidade informática, por favor verificar o seguinte endereço:

 

https://www.cnpd.pt/bin/legis/nacional/lei_10991.htm

 

 

Crime informático ou crimes electrónicos referem-se geralmente a todas as actividades onde um computador ou rede de computadores são utilizados como uma ferramenta, uma base de ataque ou como meio de crime.

Embora os termos crimes electrónicos sejam habitualmente utilizados para descrever actividades que abusem do uso de computadores de outrem, este termo também é utilizado para descrever crimes tradicionais como fraudes, roubo, chantagem e falsificação, na qual são usados computadores.

Todas as actividades criminais que envolvam o uso de estruturas informáticas, incluindo o acesso ilegal (acesso não autorizado), interceptação ou alteração ilegal de dados, interferência nos sistemas, uso indevido de equipamentos, falsificação de IPs ou fraude electrónica.

 

Cibercrime é a palavra dada a uma prática que consiste em defraudar a segurança de computadores ou redes empresariais. Este crime pode ser promovido de diversas maneiras: disseminação de vírus que recolhem endereços de e-mail para venda de mailing; distribuição material pornográfico; fraudes bancárias; violação de propriedade intelectual ou mera invasão de sites para deixar mensagens difamatórias como forma de insulto a outras pessoas.

O termo "cibercrime" surgiu depois de uma reunião, em Lyon, na França, de um subgrupo das nações do G8, que analisou e discutiu os crimes promovidos via aparelhos electrónicos ou pela disseminação de informações para a Internet. Isso aconteceu no final da década de 90, período em que Internet se expandia pelos países da América do Norte. Um subgrupo, chamado "Grupo de Lyon", foi criado para a investigação deste tipo de crimes.

 

Ciberterrorismo é o uso de computadores ou de tecnologias de informação de forma criminosa, particularmente através da Internet, para causar o dano físico, ou virtual a objetivos políticos, religiosos, etc. É uma modalidade de terrorismo e está relacionada ao crime informático.

 

Hackers Vs Crackers

 

Originalmente, e para certos programadores, hackers são indivíduos que elaboram e modificam software e hardware de computadores, seja desenvolvendo funcionalidades novas, seja adaptando as antigas.

Os Hackers utilizam toda a sua inteligência para melhorar softwares de forma legal. Os hackers geralmente são pessoas com alta capacidade mental e com pouca actividade social. A verdadeira expressão para invasores de computadores é denominada Cracker e o termo designa programadores maliciosos e ciberpiratas que agem com o intuito de violar ilegal ou imoralmente sistemas cibernéticos. A única maneira de um hacker não ser apanhado é se ele, ao invadir a rede, não alterar nada nela.

 

Cracker é o termo usado para designar quem pratica a quebra (ou cracking) de um sistema de segurança, de forma ilegal ou sem ética. Este termo foi criado em 1985 por hackers em defesa contra o uso jornalístico do termo hacker. O uso deste termo reflete a forte revolta destes contra o roubo e vandalismo praticado pelo cracking.

 

Tipos de Crackers:

1.           De softwares: Termo usado para designar programadores que fazem engenharia reversa de um determinado programa, ou seja, alteram o conteúdo de um determinado programa para fazer funcionar de forma correcta. Muitos crackers alteram datas de expiração de um determinado programa para fazer funcionar para além do período experimental, como se fosse cópias legítimas. O nome de tais sofwares alterados é warez.

2.           De Criptografia: Termo usado para designar aqueles que se dedicam à quebra de criptográfia.

3.           Desenvolvedores de vírus, worms, trojans e outros malwares: programadores que criam pequenos softwares que causam danos ao usuário.

 

Pirataria Moderna

 

A pirataria moderna está associada à cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos de autor, de marca ou de propriedade intelectual. Portanto, quer pela cópia de uma obra (falsificação), quer pelo uso indevido de marca ou imagem.

A pirataria envolve os mais diversos produtos, desde roupas, utensílios domésticos, remédios, livros, softwares e qualquer outro tipo de produto que possa ser copiado. Segundo pesquisas realizadas por órgãos responsáveis, por cada dez CDs legítimos, cinco são piratas, e outros tantos são copiados pela Internet.

 

Astalavista, um expoente da Pirataria Moderna

 

Astalavista é um motor de busca especializado em informações sobre segurança computacional que iniciou suas operações em 1997. Na prática funciona como um site de buscas para softwares utilizados para dar funcionalidade a cópias ilegais de software proprietário (também conhecidos como cracks e keygens) ou explorar falhas de segurança (também conhecidos como exploits). Com o tempo tornou-se bastante popular, tendo habitualmente mais de 100.000 únicos por dia, sendo grande parte destas visitas incluídas nos seguintes grupos:

             Administradores de sistemas

             Hackers

             Universitários e pessoas em projectos de pesquisa

             Representantes de várias empresas nacionais e multinacionais de grande e pequena dimensão

             Utilizadores novatos

 

 

Phishing e Pharming: a nova face da criminalidade online

 

Em computação, phishing é uma forma de fraude electrónica, caracterizada pela tentativa de adquirir informações sensíveis, tais como senhas e números de cartão de crédito, aparentando ser uma pessoa honesta ou uma empresa enviando uma comunicação electrónica oficial, como um correio ou uma mensagem instantânea. O termo Phishing surge cada vez mais sofisticadas artimanhas para "pescar" (do inglês fish) as informações sensíveis dos usuários. O golpe de phishing étambém conhecido como phishing scam. Utilizando falsos pretextos, tenta enganar o receptor da mensagem e induzi-lo a fornecer números de cartões de crédito, senhas, dados de contas bancárias, entre outras. Uma variante mais actual é o Pharming. Nele, o utilizador é levado a baixar e executar arquivos que permitam o roubo futuro de informações ou o acesso não autorizado ao sistema da vítima, podendo até mesmo redireccionar a página da instituição em questão (financeira ou não) para os sites falsificados.

 

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Cristiano Santos

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